Sobre a transitoriedade
Há algum tempo, quando ainda estava na minha graduação em Psicologia, por sugestão de uma querida professora, me debrucei sobre a leitura do texto “A transitoriedade” (1916), de Sigmund Freud. Esse texto, embora pequeno e singelo, carrega consigo uma belíssima mensagem, que me tocou profundamente. Ele aponta, dentre outros aspectos, para o fato de que a transitoriedade do belo não implica na sua desvalorização; muito pelo contrário, significa uma valorização ainda maior. Através dessa ideia pude ver a mim mesma, que na época atravessava os meses finais da faculdade e começava, por assim dizer, a me despedir do lugar e das pessoas que por cinco anos fizeram parte de meu cotidiano. Um belo caminho foi percorrido, permeado por grandes encontros, desencontros e descobertas. Com o estudo teórico alcancei novas ideias e pensamentos que muito me agradaram, e também diversos outros sobre os quais pude tecer críticas e me posicionar contra. Mas foi com a prática profissional, e sobretudo com a ...